O governo dos Estados Unidos anunciou, entre 3 e 4 de outubro de 2026, que Jay Clayton assumirá o cargo de "czar da Inteligência Artificial" da Casa Branca, posto que estava vago desde a saída de David Sacks, em março de 2026. Clayton é o atual Diretor de Inteligência Nacional dos EUA, confirmado no cargo em julho de 2026, e já havia presidido a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) durante o primeiro governo Trump.

Com a nova função, Clayton passa a liderar uma força-tarefa recém-criada na Casa Branca, batizada de "Super Intelligence Force", que terá 120 dias para apresentar um relatório sobre riscos e oportunidades da inteligência artificial e para definir como as responsabilidades regulatórias do tema serão divididas entre os órgãos do governo federal.

Nomeação vem após encontro com grandes empresas de IA

O anúncio ocorreu pouco depois de uma reunião na Casa Branca com executivos e líderes técnicos de empresas como OpenAI, Anthropic e Nvidia, na qual temas como desenvolvimento de modelos avançados, infraestrutura de chips e segurança da IA estiveram em pauta, segundo informações divulgadas pela imprensa americana.

Ao comentar a escolha, o presidente Donald Trump chamou Clayton de "good man" (um bom homem) e classificou a nomeação como uma "good idea" (uma boa ideia).

Clayton fala em manter liderança dos EUA em "superinteligência"

Em declaração sobre sua nova missão, Jay Clayton afirmou que o objetivo é "seguirmos sendo os líderes em superinteligência, e que os interesses do povo americano sejam colocados em primeiro lugar".

A criação do cargo de czar da IA, originalmente ocupado por David Sacks, reflete o esforço do governo americano em centralizar a coordenação de políticas sobre inteligência artificial em meio à disputa tecnológica com a China e ao avanço acelerado de modelos de ponta desenvolvidos por empresas privadas dos EUA.

Próximos passos

Com o prazo de 120 dias estabelecido para a Super Intelligence Force, o mercado e especialistas em política tecnológica aguardam detalhes sobre como o relatório tratará temas sensíveis, como regulação de modelos avançados, segurança nacional ligada a semicondutores e a divisão de competências entre agências federais no tema de inteligência artificial.

Fontes consultadas

CNBC; Benzinga.

Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.