A OpenAI anunciou que passará a inserir marcas d'água invisíveis em textos e códigos gerados pelo ChatGPT e pelo Codex para usuários na União Europeia. A tecnologia, batizada de "textGrain", embute sinais estatísticos nas escolhas de palavras do texto gerado, que podem ser identificados por um detector específico.
Exigência regulatória
A medida responde ao Artigo 50 do AI Act, a legislação europeia de inteligência artificial, que exige que provedores de IA generativa tornem identificáveis, por meios técnicos, os conteúdos textuais produzidos por seus sistemas, como forma de reforçar a transparência para os usuários. Segundo a reportagem da Dataconomy Brasil, publicada nesta terça-feira (6), a obrigação já vale imediatamente para novas empresas que entrem no mercado europeu, enquanto companhias já estabelecidas — como OpenAI, Anthropic, Microsoft, Google e Meta — têm prazo até 2 de dezembro de 2026 para se adequar.
Limitações reconhecidas pela empresa
A própria OpenAI reconheceu limitações técnicas do sistema: a taxa de sucesso na detecção cai para cerca de 80% em textos curtos, e conteúdos matemáticos ou textos editados posteriormente representam desafios adicionais para a marcação. A empresa afirmou que pretende disponibilizar o "textGrain" como código aberto, mas que o acesso ao detector será restrito, a princípio, a pesquisadores e organizações especializadas aprovadas previamente.
Fontes consultadas: Dataconomy Brasil.
Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.
