Os ministros de Finanças do G7 — grupo que reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido — concordaram em realizar exercícios simulados para testar a capacidade de resposta a ataques cibernéticos impulsionados por inteligência artificial. O anúncio foi feito na quinta-feira (15), em Bangkok, na Tailândia, durante um encontro paralelo à reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O que prevê a iniciativa
De acordo com a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, que anunciou a medida, as simulações serão conduzidas pelas autoridades financeiras dos países do G7 e, dependendo do exercício, também poderão envolver instituições financeiras privadas. O objetivo é avaliar a eficácia dos protocolos de resposta já existentes, orientar a revisão de manuais de emergência e testar os procedimentos antes que um ataque real exponha falhas na capacidade de reação de governos e do setor financeiro.
O alerta do FMI
A decisão do G7 foi tomada na mesma semana em que o FMI alertou que um ataque cibernético viabilizado por inteligência artificial contra um serviço crítico de uma instituição financeira poderia abalar a confiança no sistema financeiro global. Segundo o organismo, reguladores bancários ao redor do mundo têm intensificado esforços para conter riscos associados à IA, incluindo tanto ataques direcionados a bancos quanto a possível atuação de agentes autônomos de inteligência artificial capazes de comprometer a estabilidade do setor.
O Banco da Inglaterra, por exemplo, já trabalha com instituições financeiras em alternativas para recuperação de sistemas após incidentes cibernéticos graves. Um vice-presidente da instituição, cujo nome não constava das informações disponíveis até a publicação desta reportagem, afirmou que os bancos não podem mais presumir que suas defesas são imunes a ataques cibernéticos habilitados por inteligência artificial.
A iniciativa do G7 soma-se a outras ações recentes no setor de tecnologia voltadas à proteção de infraestrutura crítica contra ataques de IA, em um momento de preocupação crescente de governos e empresas com o uso de modelos de inteligência artificial tanto para defesa quanto como ferramenta de ataque.
Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.
Fontes consultadas:
Olhar Digital — https://olhardigital.com.br/2026/10/16/seguranca/g7-prepara-simulacoes-para-enfrentar-ataques-ciberneticos-com-ia/
