O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a oferecer, nesta quinta-feira (24), uma página no seu portal reunindo os planos de governo de todas as candidaturas à Presidência da República. O anúncio foi feito pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, na abertura da sessão plenária, a dez dias do primeiro turno das Eleições Gerais, marcado para 4 de outubro.

Segundo o TSE, o eleitor poderá ler cada documento na íntegra e também navegar pelas propostas separadas por tema, o que permite comparar o que os candidatos apresentam sobre um mesmo assunto sem precisar percorrer todos os arquivos.

Quase 160 milhões aptos a votar

De acordo com o tribunal, cerca de 160 milhões de eleitores estão aptos a votar neste ano, no Brasil e no exterior. Serão escolhidos ocupantes de seis cargos: presidente, governador, deputado federal, deputado estadual ou distrital e duas vagas de senador por estado.

Por causa do número de votos a registrar na urna, o presidente do TSE recomendou que o eleitor leve a chamada "colinha" — um papel com os números dos candidatos escolhidos —, cujo uso é permitido na cabine.

O que não pode entrar na cabine

O ministro reforçou que o eleitor não pode levar para a cabine de votação celular, câmera fotográfica, filmadora, aparelhos de radiocomunicação ou qualquer equipamento que comprometa o sigilo do voto, mesmo desligados. A proibição inclui óculos inteligentes capazes de fotografar ou filmar, conforme a Resolução-TSE nº 23.751/2026, que regula os atos gerais das eleições deste ano.

Outra data relevante do calendário: a partir de 29 de setembro, cinco dias antes do primeiro turno, nenhum eleitor pode ser preso ou detido, salvo nas exceções previstas em lei, como flagrante delito.

Sete missões internacionais

O TSE informou que sete Missões de Observação Eleitoral internacionais acompanharão o pleito. Na lista apresentada pelo presidente da Corte nesta quinta-feira estão o Carter Center, a Liga dos Estados Árabes, a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a rede de órgãos eleitorais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a União Europeia e a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore).

As missões são credenciadas pelo tribunal, mas atuam de forma independente. Elas acompanham etapas como auditorias, lacração das urnas, votação, apuração e totalização, e costumam publicar relatórios com avaliações e recomendações ao fim do processo. Em 2022, segundo o TSE, participaram oficialmente da observação sete organismos internacionais e seis entidades nacionais.

Em comunicado de agosto, o TSE havia divulgado uma composição ligeiramente diferente das sete organizações convidadas, que incluía a Rede Mundial de Justiça Eleitoral. Na lista apresentada nesta quinta, a rede aparece entre os participantes do Programa de Convidados Internacionais, e o Carter Center figura entre as missões.

Convidados estrangeiros

Além das missões, o tribunal vai receber autoridades e especialistas estrangeiros pelo Programa de Convidados Internacionais, iniciativa mantida pela Justiça Eleitoral desde 2010. Segundo a Rádio Itatiaia, o programa ocorre entre 2 e 4 de outubro e deve reunir cerca de 80 autoridades, entre juízes e representantes de organismos eleitorais.

Entre os participantes citados pelo TSE estão representantes de associações internacionais de organismos e magistrados eleitorais, da Universidade Complutense de Madri, da Elections Canada, do Instituto Eleitoral da Cidade do México e das comissões eleitorais centrais da Geórgia e da Rússia.

Fontes consultadas

Tribunal Superior Eleitoral — notícia "Justiça Eleitoral trabalha para garantir votação tranquila e organizada" (24/09/2026); TSE — comunicados sobre as Missões de Observação Eleitoral (julho e agosto de 2026); Rádio Itatiaia (20/08/2026).

Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.