O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino tornou públicos, nesta semana, trechos de um relatório de segurança da Corte que reúne milhares de mensagens com ameaças de agressão e de morte contra ministros do tribunal. Segundo o relatório citado por Dino, as mensagens foram publicadas na rede social X entre os dias 1º e 6 de outubro.
O que o relatório revela
De acordo com a divulgação feita pelo próprio ministro, o X concentra o maior volume e a maior proporção de postagens hostis entre as redes monitoradas. Os conteúdos considerados mais graves fazem referência a fuzilamento, explosão, enforcamento e esquartejamento. O relatório traz exemplos de mensagens dirigidas a Dino e a outros integrantes da Corte, mas, segundo a reportagem do Migalhas, não identifica publicamente autores das postagens.
A reação de Dino
Em publicação nas redes sociais, Dino afirmou que não mudará sua conduta profissional por conta das ameaças. Disse ter 37 anos de serviço público sem jamais ter respondido a processo criminal e defendeu que divergências com decisões judiciais sejam resolvidas por meio de recursos processuais, não por ameaças ou violência. O ministro também alertou que esse tipo de pressão pode comprometer a independência da magistratura, já que um julgador que tema por sua segurança pessoal não decide com liberdade plena.
Um episódio em um contexto mais amplo
A divulgação do novo relatório ocorre depois de episódios anteriores de ameaças contra Dino terem motivado manifestações de outros ministros do STF. Em agosto, segundo o Correio da Manhã, o presidente da Corte, Edson Fachin, já havia defendido a apuração rigorosa de ameaças contra o colega, ao mesmo tempo em que ressaltou que qualquer investigação não deveria atingir jornalistas.
Até a publicação desta reportagem, nenhuma fonte consultada identificava suspeitos nem confirmava abertura de inquérito específico sobre o relatório mais recente, o que não permite atribuir as mensagens a qualquer pessoa determinada.
Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.
Fontes consultadas
Migalhas; Correio da Manhã; Acessa.com; OpiniãoCE.
