Os três maiores bancos privados do país — Itaú, Bradesco e Santander — fecharam, juntos, 837 agências físicas no período de 12 meses encerrado em junho de 2026, segundo levantamento do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, com dados complementares do Broadcast e dos balanços financeiros divulgados pelas próprias instituições. No mesmo período, os bancos eliminaram 14.157 postos de trabalho.
Os números por banco
Na comparação entre as instituições, o Itaú fechou 335 agências, o Bradesco 324 e o Santander 178. Já em relação aos empregos, o Santander apresentou o maior corte, com 6.591 posições eliminadas, seguido pelo Itaú, com 5.118, e pelo Bradesco, com 2.448 — um levantamento complementar citado pela mesma apuração aponta um total aproximado de 14,3 mil funcionários desligados no período, número próximo ao consolidado pelo sindicato.
Um movimento mais amplo de redução de estrutura física
Quando são considerados outros formatos de atendimento bancário, além das agências tradicionais, a redução é ainda maior. Um levantamento publicado em agosto já apontava cerca de 2 mil pontos de atendimento encerrados no período, somando agências e postos de atendimento bancário (PABs) das instituições.
Contexto do setor
O fechamento de agências acompanha uma tendência observada nos últimos anos no sistema financeiro brasileiro, de migração do atendimento presencial para canais digitais, como aplicativos e plataformas online. Os três bancos não se manifestaram publicamente, até a apuração da fonte consultada, sobre os critérios usados para a escolha das agências fechadas nem sobre planos de reestruturação da rede física para os próximos meses.
Fontes consultadas
Agência GBC — "Itaú, Santander e Bradesco fecham mais de 800 agências, causando 14 mil demissões em apenas um ano" (30/09/2026), com dados do Sindicato dos Bancários de São Paulo e do Broadcast.
Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.
