A operadora espanhola Aena, que assumiu oficialmente a administração do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão em 6 de outubro de 2026, apresentou em coletiva de imprensa nesta terça-feira (13) um plano que prevê cerca de R$ 1 bilhão em investimentos de parceiros privados ao longo dos próximos três anos, com potencial de geração de 3.860 empregos.
Com a chegada ao Galeão, a Aena passa a operar 18 aeroportos em dez estados brasileiros, por onde circulam mais de 63 milhões de passageiros por ano, segundo a empresa. A concessão do terminal carioca vai até 2039.
Projetos anunciados por parceiros
Entre os investimentos detalhados pela companhia estão um novo hangar de manutenção da Gol, com 56 mil metros quadrados, mais de R$ 100 milhões em recursos e cerca de 800 empregos; um hotel de bandeira internacional da rede bUP, com R$ 90 milhões e 232 quartos, podendo chegar a 426; um centro de testes da fabricante chinesa de veículos elétricos BYD, com 184 mil metros quadrados e R$ 300 milhões; e dois galpões logísticos da Hire Capital, somando R$ 484 milhões em investimentos e cerca de 1.400 empregos.
Mais voos para cerca de 30 destinos
Para a próxima temporada de verão, a Aena prevê mais de 50 voos semanais extras para nove destinos internacionais até janeiro de 2027: Paris, Miami, Frankfurt, Lisboa, Porto, Santiago, Córdoba, Atlanta e Panamá. A operadora também anunciou rotas novas ou retomadas para Nova York, Dallas, Toronto, Montreal, Assunção, Salta, Mendoza, Rosário e Lima, além de reforços em voos domésticos para cidades como João Pessoa, Manaus, São Luís, Porto Alegre, Fortaleza e Recife.
O Galeão recebeu 17,5 milhões de passageiros em 2025 e deve fechar 2026 com cerca de 19 milhões, segundo a Aena, ainda distante da capacidade instalada do terminal, de 37 milhões de passageiros por ano. O Terminal 1 do aeroporto, fechado há dez anos, só deve ser reaberto caso a demanda por voos e passageiros continue crescendo.
Governo defende papel do Galeão no turismo internacional
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o Brasil precisa de mais aeroportos voltados ao turismo internacional e que o Galeão, ao lado de Guarulhos, está apto a cumprir esse papel dada sua infraestrutura e o apelo turístico do Rio de Janeiro. Franca também disse que o teto de passageiros do aeroporto Santos Dumont, hoje em 6,5 milhões ao ano, está programado para subir a 8,5 milhões em 2027 e a 9,5 milhões em 2028, até deixar de existir em 2029.
Fontes consultadas
Agência Brasil, reportagem de Vitor Abdala republicada por O Povo, "Aena assume Galeão e propõe aumentar destinos e frequência de voos" (13/10/2026); Aeroin, "Aena anuncia plano de investimentos no Galeão após assumir a gestão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro".