O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, administrado pelo Hamas, informou nesta semana que 1.501 palestinos morreram e 5.323 ficaram feridos em ataques israelenses desde o início do cessar-fogo, em outubro de 2025 — incluindo dois mortos e 17 feridos apenas nas 24 horas anteriores ao balanço mais recente, divulgado pela Agência Lusa em 14 de outubro. Os números não contam com verificação independente imediata, dada a dificuldade de acesso de imprensa estrangeira à Faixa de Gaza; a reportagem consultada não traz posicionamento do governo israelense sobre esse balanço específico.
Um acordo sob críticas
Organizações internacionais já haviam criticado publicamente o cumprimento do cessar-fogo. Segundo reportagem da RTP de 9 de outubro, entidades humanitárias classificaram a trégua como um acordo "só de nome" e pediram mais pressão internacional sobre Israel para que os termos fossem efetivamente respeitados. Reportagens publicadas por veículos portugueses em torno do primeiro aniversário do acordo descrevem uma situação em que ataques pontuais continuam a ocorrer, mesmo após a assinatura da trégua.
Retirada parcial e "linha amarela"
De acordo com o mesmo balanço, 838 corpos foram recuperados nas áreas de onde as tropas israelenses já se retiraram. As forças de Israel permanecem posicionadas na chamada "linha amarela", limite que inicialmente cobria pouco mais de 50% do território de Gaza e que hoje se estende por mais de 60% da área da Faixa, segundo o levantamento.
O histórico do conflito
Desde o início da guerra, em outubro de 2023, o Ministério da Saúde de Gaza contabiliza 74.392 mortos e 175.440 feridos no território palestino. O conflito foi deflagrado após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, quando, segundo balanço oficial israelense, cerca de 1.200 pessoas foram mortas e cerca de 250 foram feitas reféns.
Dados em disputa
Governos e analistas internacionais frequentemente questionam a metodologia dos números divulgados pelo ministério controlado pelo Hamas, dada a impossibilidade de verificação independente no território. Ainda assim, esses balanços seguem sendo a principal fonte pública de dados sobre baixas civis em Gaza, citada rotineiramente por agências de notícias e organismos internacionais.
Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.
Fontes consultadas
Observador / Agência Lusa; RTP; O Tempo; Diário de Pernambuco.
