O Paquistão intensificou, desde o início de outubro, uma série de ataques aéreos contra alvos no território do Afeganistão, nas províncias de Kunar e Helmand, em uma escalada que já dura cerca de três semanas, segundo análise da agência Reuters publicada em 5 de outubro. Autoridades dos dois lados apresentam versões opostas sobre quem foi atingido.
Versões conflitantes sobre as vítimas
Segundo o governo talibã, que administra o Afeganistão, os bombardeios paquistaneses destruíram casas e deixaram ao menos 9 mortos e 11 feridos, entre eles mulheres e crianças. Já o governo do Paquistão afirma que as ações tiveram como alvo "esconderijos terroristas", com base em "inteligência confiável", e resultaram na morte de 22 militantes — sem relatar vítimas civis.
A Reuters informou não ter conseguido verificar de forma independente nenhuma das duas versões. Este portal também não localizou, até a publicação desta reportagem, confirmação de organismos internacionais independentes sobre o número exato de mortos ou a natureza dos locais atingidos.
Contexto da tensão entre os dois países
As relações entre Islamabad e o governo talibã em Cabul vêm se deteriorando nos últimos meses em torno da presença de grupos armados que o Paquistão acusa de atuar a partir do território afegão para realizar ataques em solo paquistanês — acusação negada pelas autoridades talibãs, que dizem não abrigar tais grupos. A escalada registrada neste início de outubro é descrita por veículos da região como uma das mais intensas do ano entre os dois vizinhos.
Nenhum organismo multilateral havia se manifestado publicamente sobre os episódios mais recentes até o fechamento desta matéria.
Fontes consultadas
Reuters (via Khaleej Times); agência bdnews24.
Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.
