O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu um cessar-fogo permanente em Gaza a poucos dias do terceiro aniversário dos ataques de 7 de outubro de 2023, que deram início ao atual ciclo do conflito entre Israel e o Hamas. "Que este aniversário marque não apenas mais um ano de luto, mas também a renovação da determinação de construir um futuro diferente", afirmou Guterres, segundo a TRT Português.
Trégua frágil
Desde a mediação de um cessar-fogo pelos Estados Unidos, em outubro de 2025, a ONU reconhece alguma redução da violência, mas afirma que o acordo "ainda não conseguiu garantir segurança, assistência humanitária adequada ou um caminho crível para a recuperação e a paz". Segundo a organização, o conflito, que começou em outubro de 2023, já provocou mais de 74,2 mil mortos.
De acordo com a Agência Brasil, equipes médicas de Gaza relataram que um ataque aéreo israelense contra um prédio de apartamentos matou ao menos quatro palestinos na madrugada do último sábado (3). As Forças Armadas de Israel não comentaram publicamente esse episódio específico até a publicação desta reportagem.
Acusações cruzadas
Autoridades de saúde de Gaza afirmam que ao menos 1,4 mil palestinos foram mortos por disparos israelenses desde o início da trégua. Israel, por sua vez, diz que quatro de seus soldados foram mortos por militantes no mesmo período e acusa o Hamas de se rearmar e violar o acordo. O Hamas nega as acusações e afirma que é Israel quem vem "minando o acordo de paz". Negociadores ainda não chegaram a um entendimento sobre os termos para o desarmamento do grupo palestino e a retirada de tropas israelenses da área.
Fontes consultadas: ONU; TRT Português; Agência Brasil.
Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.
