O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, apresentou aos Estados Unidos uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz — uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo — em um prazo de sete dias, condicionada ao fim dos combates na região, incluindo no Líbano, ao levantamento do bloqueio naval americano e das sanções ao petróleo iraniano, e à liberação de ativos do país congelados no exterior. Segundo a proposta, as negociações sobre o programa nuclear iraniano só recomeçariam depois de cumpridas essas etapas.

Resposta dos Estados Unidos

O governo do presidente Donald Trump rejeitou a sequência de etapas proposta por Teerã, exigindo que o programa nuclear iraniano seja tratado de imediato, em um único pacote de negociação. Segundo a agência Al Jazeera e a rede NPR, Trump declarou que os Estados Unidos "aniquilariam a República Islâmica" caso não haja acordo sobre o tema. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, por sua vez, evitou classificar as conversas recentes como um "grande avanço" nas negociações.

Em 26 de setembro, Araghchi afirmou que Teerã ainda não havia recebido uma posição oficial dos Estados Unidos sobre sua proposta de sete dias, segundo o mesmo conjunto de fontes internacionais.

Contexto do conflito

A crise em torno do Estreito de Ormuz se insere em um conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos que já dura cerca de sete meses, marcado por um bloqueio naval americano na região e pela ocupação israelense de parte do território libanês. O estreito é considerado uma das passagens marítimas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo, e qualquer risco à sua operação normal tende a repercutir diretamente nos preços internacionais do combustível.

Fontes consultadas

  • Al Jazeera
  • NPR
  • The National
  • U.S. News

Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.