Combates entre forças do Paquistão e o governo talibã do Afeganistão se intensificaram na última semana de setembro, com ataques aéreos, atentados suicidas e acusações cruzadas entre Islamabad e Cabul. O conflito, reaceso em 18 de setembro, já soma diversos episódios de violência sem sinal de trégua definitiva.

Cronologia dos ataques

Segundo o FDD's Long War Journal e a Al Jazeera, o conflito atual começou após um atentado suicida do grupo TTP contra um quartel policial paquistanês, que matou 31 pessoas em 18 de setembro. Em resposta, o Paquistão realizou ataques aéreos no Afeganistão em 20 de setembro — Islamabad afirma ter matado 28 combatentes, enquanto o Talibã contesta o número e fala em três civis mortos. Novos ataques ocorreram em 24 de setembro, contra alvos em Kandahar, Paktia e Khost.

Em 26 de setembro, um novo atentado suicida atribuído ao TTP matou 12 pessoas em um posto policial paquistanês. No dia seguinte, 27 de setembro, o Ministério da Defesa do Afeganistão afirmou ter matado 28 combatentes e capturado outros 32 vindos do território paquistanês, classificando-os como ex-militares afegãos recrutados pela inteligência do Paquistão — acusação negada por Islamabad, que classificou as declarações afegãs como "frívolas, infundadas e destituídas de qualquer verdade".

Acusações de ambos os lados e balanço da ONU

Os números de baixas divergem fortemente conforme a fonte: enquanto o governo paquistanês fala em dezenas de combatentes mortos em suas operações, o Talibã contesta essas cifras e aponta mortes de civis. A ONU confirmou, de forma independente, três mortes de civis em um dos episódios de ataques aéreos, ocorrido em 21 de setembro. O Ministério da Informação paquistanês, por sua vez, atribui a origem do conflito ao que classifica como abrigo dado pelo Talibã a grupos como o TTP e o BLA em território afegão — acusação negada pelas autoridades afegãs.

Fontes consultadas

FDD's Long War Journal; Al Jazeera; US News; Tribuna do Sertão.

Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.