Ataques atribuídos aos rebeldes houthis do Iêmen contra dois aeroportos da Arábia Saudita deixaram ao menos três mortos e dezenas de feridos no início de outubro. Segundo a Autoridade Geral de Aviação Civil saudita (GACA), citada pela agência Al Jazeera, foram atingidos o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, e o aeroporto internacional de Abha, no sudoeste do país.

Vítimas e danos

De acordo com a GACA, morreram duas mulheres — uma marroquina e uma argelina — em Abha, e um cidadão sudanês em Riad. O órgão saudita contabilizou 36 feridos: 28 em Abha e 8 em Riad, entre eles cinco cidadãos sauditas. Outros veículos internacionais, como o Jornal do Comércio, noticiaram balanços ligeiramente diferentes de feridos nas horas seguintes aos ataques, o que é comum em situações desse tipo, quando as autoridades atualizam os números à medida que avança o atendimento às vítimas.

Reação da coalizão saudita e dos EUA

O porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita, o general Turki al-Maliki, afirmou que as forças sauditas interceptaram um míssil balístico ao norte de Riad e destruíram, em resposta, uma plataforma usada para lançar ataques contra a capital saudita, localizada em Sanaa, no Iêmen. A embaixada dos Estados Unidos em Riad emitiu novo alerta de segurança, recomendando que cidadãos americanos no país redobrem a vigilância.

Escalada desde setembro

Os ataques fazem parte de uma escalada que já durava semanas. Em 18 de setembro, a coalizão saudita havia dito ter interceptado um suposto míssil balístico houthi disparado contra o aeroporto de Riad. No dia seguinte, uma explosão foi ouvida nas proximidades do terminal, com fumaça preta subindo de uma área de armazenamento de combustível do Aeroporto Rei Khalid — episódio que levou a estatal saudita de petróleo, a Aramco, a reforçar o cercamento de tanques e equipamentos próximos ao local. Em 7 de outubro, o governo iemenita informou que os houthis também lançaram mísseis balísticos e drones contra o aeroporto de Áden, sem registro de vítimas. O grupo houthi controla território em torno do estreito de Bab al-Mandeb e mantém combates crescentes com forças do governo iemenita apoiadas pelos sauditas.

Fontes consultadas

Al Jazeera; Jornal do Comércio; Gulf News.

Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.