O mercado financeiro elevou, pela terceira semana consecutiva, sua projeção para a inflação oficial do Brasil em 2026. Segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central junto a instituições financeiras divulgada na segunda-feira (5) e consolidada em relatórios no dia seguinte (6), a expectativa para o IPCA passou a 5,01%, superando o teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,5% ao ano.
Outros indicadores do boletim
De acordo com o mesmo levantamento, a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 recuou ligeiramente, para 1,85%. Já as expectativas para a taxa básica de juros (Selic) e para a cotação do dólar ao final do ano permaneceram estáveis, em 13,5% e R$ 5,20, respectivamente, segundo o Banco Central.
O Boletim Focus é usado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) como um dos termômetros para decisões sobre a taxa de juros, embora não seja o único fator considerado.
Divergência com o mercado futuro de juros
Apesar da projeção oficial do Focus manter a Selic estável, operadores do mercado futuro de juros vinham, segundo reportagem da InfoMoney, precificando de forma crescente a possibilidade de um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica nos dias seguintes à divulgação do boletim — um movimento que contrasta com a expectativa consolidada pela pesquisa do Banco Central e que reflete a volatilidade do período eleitoral e da alta recente do petróleo.
Analistas consultados por veículos especializados atribuem parte da pressão inflacionária a fatores externos, como a oscilação do preço do petróleo em meio à tensão no Oriente Médio, tema que já havia impactado boletins anteriores do Focus.
Fontes consultadas
Banco Central do Brasil (Boletim Focus); Mercado & Consumo; InfoMoney.
Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.
