Atividades ligadas a minerais críticos e estratégicos empregaram 129.423 trabalhadores formais no Brasil em 2025, o equivalente a 57% dos 226.634 empregos de toda a indústria extrativa mineral do país. Os números são do novo Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, lançado pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e divulgado em 18 de outubro, com base em microdados da Rais e do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Alta de quase 9% em dois anos

Segundo o levantamento, o número de postos de trabalho nessas atividades cresceu 8,6% em relação a 2023. O painel da ANM reúne informações sobre 21 substâncias classificadas como críticas ou estratégicas, entre elas alumínio, ouro, ferro, cobre, terras-raras, nióbio, titânio e lítio — materiais considerados essenciais para cadeias produtivas como energia limpa, eletrônicos e defesa. Por volume de empregos, o ferro lidera com 70.027 postos, seguido pelos metais preciosos, com 21.313.

Minas Gerais e Pará concentram vagas

Minas Gerais aparece como o estado com mais empregos nessas atividades, com 62.631 postos, seguido pelo Pará, com 27.047, e pela Bahia, com 9.147. Entre os municípios, Parauapebas (PA) soma 8.234 empregos, Nova Lima (MG) tem 8.218 e Congonhas (MG) registra 7.114 postos de trabalho ligados à mineração de minerais críticos e estratégicos.

Perfil dos trabalhadores e remuneração

De acordo com o painel, 78% dos empregados no setor são homens (100.765) e 22% mulheres (28.658). Cerca de 23% da mão de obra é considerada qualificada, e 14% dos trabalhadores têm ensino superior completo. A remuneração média varia conforme o nível de escolaridade: R$ 3.218 para quem tem apenas o ensino fundamental, R$ 4.142 para o ensino médio e R$ 11.856 para o ensino superior.

O portal também indica que o país tinha 1.012 áreas em produção mineral em 2025, responsáveis por R$ 250,4 bilhões em valor de produção, segundo a metodologia da própria ANM.

Contexto

A criação do portal pela ANM ocorre em um momento de disputa internacional por minerais estratégicos para a transição energética e para cadeias de tecnologia, com o governo brasileiro buscando ampliar a produção desses materiais. A agência afirma que a ferramenta busca dar mais transparência ao desempenho do setor, incluindo dados de exploração, investimentos, produção e comércio exterior.

Fontes consultadas

Agência Brasil, com base no Portal de Minerais Críticos e Estratégicos da Agência Nacional de Mineração (ANM) e em microdados da Rais e do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (dados divulgados em 18 de outubro de 2026).

Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.