O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 1,59% na segunda prévia de outubro de 2026, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na quarta-feira (21). O resultado representa uma aceleração em relação à leitura equivalente de setembro, quando o indicador havia avançado 1,47%, e é puxado principalmente pelos preços no atacado.
O IGP-M é calculado em três leituras mensais — primeira prévia, segunda prévia e índice fechado — e costuma anteceder movimentos que depois aparecem no custo ao consumidor. Diferente do IPCA, calculado pelo IBGE e usado como referência oficial de inflação pelo Banco Central, o IGP-M tem peso maior em preços de produtor e é a referência mais comum em contratos privados, como aluguéis residenciais e comerciais, tarifas de serviços e alguns contratos de energia.
Atacado é o principal motor da alta
Segundo a FGV, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede os preços no atacado e tem o maior peso dentro do IGP-M, subiu 2,12% na segunda prévia de outubro, acima dos 1,95% registrados na mesma leitura de setembro. Foi esse componente o principal responsável pela aceleração do índice geral.
Consumidor desacelera, construção civil sobe
Na ponta do consumidor, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,38% na segunda prévia de outubro, taxa menor que os 0,47% de setembro — um sinal de que a pressão de preços no varejo perdeu força no mês, mesmo com o atacado acelerando. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,34%, ante 0,27% no mês anterior, refletindo custos mais altos de materiais e mão de obra na construção civil.
O que isso significa para quem aluga
Como o IGP-M é amplamente usado em cláusulas de reajuste de aluguel, sua aceleração tende a repercutir diretamente no bolso de inquilinos com contratos vinculados ao índice. No fechamento de setembro, divulgado em 29 de setembro, o IGP-M havia registrado alta de 1,57% no mês, com acumulado de 3,34% em 12 meses e de 3,45% no ano. Desde a Lei 14.905/2024, o IPCA passou a ser aplicado automaticamente em contratos que não especificam outro índice de correção, mas aqueles cuja cláusula define expressamente o IGP-M continuam sendo corrigidos por ele.
A FGV deve divulgar o índice fechado de outubro nos últimos dias do mês, quando será possível confirmar se a aceleração captada na segunda prévia se manteve até o fim do período.
Fontes consultadas
Fundação Getulio Vargas (FGV) — IGP-M, 2ª prévia de outubro de 2026, divulgação de 21/10/2026.
Jornal do Comércio — "IGP-M sobe 1,59% na 2ª prévia de outubro, após alta de 1,47% na 2ª leitura de setembro"
BM&C News — "IGP-M sobe 1,59% na segunda prévia de outubro, aponta FGV"
Debit — "IGP-M volta a subir: 1,57% em setembro de 2026 e o aluguel fica mais caro"
Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.
