O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, fechou em alta de 0,94% nesta quinta-feira (8), aos 206.220,27 pontos, novo recorde nominal, depois de oscilar entre uma mínima de 203.984,57 e uma máxima de 207.953,74 pontos ao longo do pregão. O dólar à vista subiu 0,17% e encerrou o dia cotado a R$ 5,0240.
O principal motor da sessão foi a disparada do petróleo: o barril do tipo Brent avançou 4,07%, a US$ 104,28, enquanto o WTI subiu 3,64%, a US$ 91,49. Segundo analistas de mercado, a alta foi puxada por novos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz, rota por onde passa parte relevante do petróleo transportado globalmente, e por uma redução temporária da produção nos Estados Unidos em razão da aproximação de um furacão. O movimento turbinou as ações da Petrobras, com os papéis ordinários subindo mais de 3% e os preferenciais avançando 2,12%, dando suporte a boa parte do Ibovespa durante o pregão.
Fluxo estrangeiro recorde e juros futuros em queda
De acordo com o estrategista Enrico Cozzolino, sócio da Zermatt Partners, a bolsa brasileira segue sustentada por um fluxo recorde de capital estrangeiro desde o primeiro turno das eleições presidenciais, com investidores internacionais aproveitando qualquer correção de preços para ampliar posições em ativos brasileiros. Os juros futuros recuaram: o contrato de DI para janeiro de 2028 caiu para 12,54%, e o de janeiro de 2035 recuou a 12,60%, acompanhando também a queda do rendimento dos títulos do Tesouro americano de dez anos, que fechou em 5,233%.
O noticiário eleitoral também seguiu no radar dos investidores, que monitoram a divulgação de novas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. O Brasil de Hoje não divulga números de pesquisas eleitorais nem estimativas de vitória de candidatos, mas registra que o tema integra o conjunto de fatores observados pelo mercado financeiro nesta fase da campanha.
Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.
Fontes consultadas: CNN Brasil, Forbes Brasil, InfoMoney.
