O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira (29) em queda de 1,06%, recuando para a faixa de 169 mil a 170 mil pontos e completando o quarto dia consecutivo de perdas, segundo dados de mercado compilados por InfoMoney e CNN Brasil. O dólar fechou cotado acima de R$ 5,38, e o risco-país do Brasil — medido pelo CDS de cinco anos, um indicador que mede o custo de proteção contra um eventual não pagamento da dívida — subiu 26% desde o segundo turno da eleição presidencial, superando os 151 pontos, o maior nível desde junho de 2025.
O movimento marca uma reversão em relação aos primeiros dias após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo TSE, quando o próprio portal noticiou que o Ibovespa havia subido e o dólar recuado na sessão seguinte ao resultado, ainda que um ETF ligado ao Brasil negociado em Tóquio já tivesse caído naquele mesmo dia. Segundo o levantamento mais recente, as bolsas brasileiras já perderam cerca de R$ 873 bilhões em valor de mercado desde o segundo turno.
Bancos rebaixam recomendações para ativos brasileiros
O banco de investimentos Morgan Stanley rebaixou a recomendação para ações brasileiras após a eleição e retirou o papel do Banco do Brasil (BBAS3) de sua carteira recomendada, reforçando aposta em exportadoras, segundo a InfoMoney. O Citi também informou ter reduzido a exposição a ativos brasileiros, e a casa de análise BCA rebaixou recomendações para o país, de acordo com reportagem do Times Brasil. As agências de classificação de risco Moody's e Fitch mantiveram a nota de crédito do Brasil, mas alertaram para riscos fiscais no radar após a eleição, conforme a Moneytimes.
Governo promete resposta fiscal
Em meio às cobranças do mercado, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo vai apresentar um pacote de medidas para reforçar o cumprimento da meta fiscal de 2026. Até a publicação desta reportagem, o conteúdo detalhado do pacote não havia sido divulgado publicamente pela Fazenda — trata-se, por ora, de um anúncio de intenção do governo, e não de medidas já formalizadas.
Fontes consultadas
InfoMoney; CNN Brasil; Rio Times Online; Reconecta News; Times Brasil; A Crítica; Moneytimes; O Povo.
Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.
