O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu em 28 de outubro de 2026 manter a taxa básica de juros americana na faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano. Segundo o comunicado oficial divulgado pela própria instituição, a decisão não foi unânime: dois dirigentes votaram a favor de uma alta nos juros, e não de um corte, o que indica divisão interna sobre os próximos passos da política monetária americana.

A manutenção dos juros pelo Fed tem repercussão direta sobre o fluxo de capital para mercados emergentes, o câmbio e os ativos de risco — tema sensível para o Brasil, que atravessa um período de instabilidade cambial e nos mercados após o 2º turno da eleição presidencial, com o Ibovespa registrando quedas sucessivas e o dólar em alta nas últimas semanas, segundo informações já divulgadas por este portal.

Independência em xeque

Segundo a Bloomberg Línea, o presidente do Fed, Jerome Powell, reafirmou a independência da instituição em relação a pressões políticas, em referência às críticas públicas do presidente americano Donald Trump, que tem defendido cortes de juros mais agressivos. A reportagem do Poder360 confirma a manutenção da taxa na mesma faixa de 3,75% a 4,00% anunciada no comunicado oficial.

Analistas consultados pela imprensa especializada apontam que a divisão de votos no comitê — com parte dos dirigentes defendendo alta e não corte — sinaliza cautela do Fed diante de indicadores de inflação e emprego ainda não totalmente consolidados nos Estados Unidos. Essa leitura é atribuída aos analistas, não apresentada como posição oficial do banco central americano.

Fontes consultadas

Comunicado oficial do Federal Reserve (federalreserve.gov, 28/10/2026); Bloomberg Línea — "Fed mantém juros inalterados e Powell reafirma independência ante pressão de Trump"; Poder360 — "Fed mantém juros de 3,75% a 4,00% em outubro de 2026".

Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.