O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu no domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. Segundo a Agência Brasil, ele estava internado no Hospital 9 de Julho e vinha tratando um câncer havia cerca de um ano. A reportagem não informou a causa específica do óbito.

Nascido Uday Vellozo, em Nova Friburgo (RJ), Benito di Paula construiu uma carreira de mais de cinco décadas e se tornou um dos principais nomes do chamado "samba paulista", estilo que uniu o samba a arranjos românticos e jazzísticos, com forte presença do piano — instrumento que ele tocava e que se tornou marca registrada de sua interpretação.

Uma carreira de mais de 50 anos

Benito começou a se apresentar em hotéis e boates do Rio de Janeiro antes de se mudar para Santos e depois para São Paulo, onde consolidou sua carreira. Ganhou projeção nacional nos anos 1970, especialmente a partir do disco "Um Novo Samba" (1973), que apresentou o estilo que a crítica da época batizou de "samba-joia" — termo que o próprio artista dizia não gostar.

Entre seus maiores sucessos estão "Retalhos de Cetim", considerada sua canção mais conhecida, além de "Charlie Brown", "Se Não For Amor" e "Vai Ficar na Saudade". Ele recebeu o Troféu Imprensa de melhor cantor em 1976 e teve canções regravadas por nomes como Jair Rodrigues, Alcione e Paulinho Moska.

Altos e baixos na carreira

Apesar do sucesso nos anos 1970, Benito di Paula enfrentou períodos de menor visibilidade nas décadas seguintes, chegando a ficar mais de uma década sem lançar discos após 1996. Ele voltou a ganhar destaque com um DVD ao vivo lançado em 2009 e manteve atividade musical nos anos seguintes, incluindo um álbum em 2016 e um EP lançado em 2023, já em seus últimos anos de vida.

Até a publicação desta reportagem, a Agência Brasil não havia divulgado informações sobre velório ou sepultamento, tampouco manifestações públicas de familiares ou outros artistas.

Fontes consultadas

Agência Brasil.

Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.