O Brasil celebra neste domingo (27) o Dia Nacional da Doação de Órgãos, data criada para ampliar a conscientização sobre transplantes e incentivar que as pessoas conversem com suas famílias sobre o desejo de ser doadoras.
A legislação brasileira estabelece que a autorização familiar continua sendo determinante após a morte. Por isso, comunicar em vida a decisão de doar pode fazer diferença em um momento no qual os parentes precisam tomar uma decisão difícil e rápida.
Conversar ainda é o principal passo
O Ministério da Saúde reforça que não basta deixar registrada apenas uma intenção pessoal: o diálogo com pais, filhos, cônjuges e outros familiares próximos continua sendo fundamental para que a vontade seja conhecida.
Desde 2024, também existe a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), ferramenta gratuita oferecida pelos cartórios de notas para registrar formalmente a intenção de uma pessoa em ser doadora. O documento ajuda a demonstrar a vontade manifestada em vida, embora não substitua o consentimento exigido da família.
Transplantes dependem de uma rede nacional
Quando há autorização e condições médicas para a doação, o processo envolve equipes hospitalares, centrais estaduais e o Sistema Nacional de Transplantes. A distribuição considera critérios clínicos, compatibilidade, urgência e tempo de espera, entre outros fatores.
A campanha nacional de setembro procura justamente ampliar a informação sobre essas etapas e reduzir dúvidas que ainda dificultam a doação.
Fontes: Ministério da Saúde e Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.
Imagem: campanha Setembro Verde, arquivo da Prefeitura de Santos.
